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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A balbúrdia do silêncio



Tenho experimentado ficar em absoluto silêncio por horas para ver se consigo me livrar, nem que seja aos poucos, dessa necessidade mediática que tomou conta de cada um de nós, sem que nos apercebêssemos.

Esse último mês em especial, foi um mês extremamente difícil, cheio de questionamentos interiores, mas engrandecedor.

Ontem resolvi desligar tudo, celular, computador, não liguei a TV, e não me ocupei com absolutamente nada além da minha alimentação e higiene, o dia inteiro em retiro, eu comigo mesma, experienciando o silêncio exterior, e a balbúrdia interior que os acontecimentos anteriores provocaram em meu ser e no que eu acabei me transformando, na maneira como vejo tudo e todos, depois de tanto caminho trilhado.

O aprendizado é tão somente esse, viver a vida como ela é, saber, sentir, aceitar que ela não é menos por esse ou aquele problema, não é menos por não conter essa ou aquela pessoa, não é mais por ter isso ou aquilo, esses ou aqueles, etc...

Lembro-me de um ditado zen: enquanto vivo, viva, na hora de morrer morra!

Pois então, não viva morto, lamentando o que poderia ser e não é, morremos em cada lamento, pois enquanto lamentamos um momento ruim, um outro bom pode estar acontecendo concomitantemente, mas não o vemos, porque estamos perdidos no outro.

É tão somente tudo isso!


À vida então, aquela, que indiferente continua acontecendo, enquanto nos ocupamos de outras coisas. (parafraseando Lennon)