No meu espírito sua lembrança suave, pelo meu ser flutuando...
aonde você meu mestre aonde?
Minha vida nesses anos a normalidade voltando, sua ausência a duras penas
no cotidiano se incorporando.
No começo a descrença a impossibilidade de acreditar na sua partida, mas tempo passado, tanto caminho percorrido, tanta coisa acontecida, o impossível agora, é acreditar que você tenha de fato
conosco estado algum dia.
Às vezes penso que foi apenas um lindo maravilhoso sonho.
Aprendi a reinventar a vida para não sucumbir a ela sem a sua presença.
Fui inventando soluções mágicas mirabolantes, e rapidamente as assimilava, de medo de as perder também, e aqui chegamos nós, tantos anos depois...
Como pode meu mestre, você ter me ensinado tanto?
Transformar o sabor de derrota que me ficou, como se disputássemos uma medalha com a vida, onde quem vai perde, quem fica ganha.
Dois nós me sufocam: da sua perda por ter ido, da minha "vitória" por ter ficado.
Transformar isso, esse o meu grande desafio!
"Pois não caminha sozinha a vida, a morte é seu consorte" Rodrigo Rodrigues