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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Medalha


No meu espírito sua lembrança suave, pelo meu ser  flutuando...
aonde você meu mestre aonde?

Minha vida nesses anos a normalidade voltando, sua ausência a duras penas
no cotidiano se incorporando.

No começo a descrença a impossibilidade de acreditar na sua partida, mas tempo passado, tanto caminho percorrido, tanta coisa acontecida, o impossível agora, é acreditar que você tenha de fato
conosco estado algum dia.

Às vezes penso que foi apenas um lindo maravilhoso sonho.
Aprendi a reinventar a vida para não sucumbir a ela sem a sua presença.

Fui inventando soluções mágicas mirabolantes, e rapidamente as assimilava, de medo de as perder também, aqui chegamos nós, tantos anos depois...

Como pode meu mestre, você ter me ensinado tanto?

Transformar o sabor de derrota que me ficou, como se disputássemos uma medalha com a vida, onde quem vai perde, quem fica ganha.

Dois nós me sufocam: da sua perda por  ter ido, da minha "vitória" por ter ficado.

Transformar isso, esse o meu grande desafio!


"Pois não caminha sozinha a vida, a morte é seu consorte"  Rodrigo Rodrigues