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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Tormenta



O céu me chega calmo pela rede, nuvens varridas enfeitando o ar fresco/cálido da deliciosa noite de verão, em meu momento, porém, irrompem os raios, trovões, e o céu sufocado pelas pesadas nuvens grafite desaba e sou varrida pela violenta tempestade e ventania, anunciando tragédias, tirando-me do chão. 

Fim de época, era de furacões, faíscas rasgam o fim rápidas como pensamentos e furam o enigmático horizonte que vislumbro através do clarão.

E a tormenta, violenta, varrendo órgãos, arrancando árvores do chão, perfuram meu corpo em incisões tão profundas que chegam a outras encarnações.

Ah essa dor lancinante, comprimindo meu ar, revoltando meu mar, virando embarcações, transpassa a quinta dimensão.

Sentimentos indizíveis, selvagens, me trazem sensações atrozes, de tragédia, de explosões, de lava de vulcão, escorrendo, incendiando, transformando meu ser em completa erosão.

Enchem meus olhos de sangue, turvam-me a visão, temem meu sólido chão.
ah é assustador!

A ansiedade e o medo envenenam o corpo e o espírito.

George Bernard Shaw