Esses últimos anos, como
egressa de pavoroso pesadelo perambulei pela vida.
Meu corpo todo
machucado, mãos e joelhos escalavrados das inúmeras
tentativas de sair daquele abismo profundo que havia me sugado.
Meu corpo dormente, anestesiado, meu peito em chaga transformado, minha mente confusa, desesperada, minha alma para sempre mutilada.
Na boca aquele gosto
amargo salgado que sentem os baleados.
Na garganta um
travo daqueles
que sentem os soldados ao descobrir suas vítimas aos
seus pés executadas.