Meu
humor é tão instável que chega a dar vergonha!
Uma
coisa ruim qualquer, me joga ao chão, e esteja aonde estiver as lágrimas descem
sem controle algum, uma porcaria, fico desesperada, depois um outro
acontecimento me leva para outro polo e fico extremamente feliz!
Passo
dias afundada chorando só pensando em morrer, e de repente, consigo me safar da
maldita areia movediça, falo um monte de palavrões para mim mesma, vou à luta e
digo que acabou, que não voltarei mais ao lodo, e no dia seguinte lá estou eu
de novo, só com o dedinho pra fora.
Essa
fragilidade me dá a certeza, de que as coisas não são tão ruins assim, e que a
minha visão é que está completamente desfocada.
Os
dias que escrevo é porque estou melhor. O papel é meu psicólogo, lendo o que
escrevi, me “ouço“, corrijo o foco.
A
irritação é capítulo à parte. Tem dias que já acordo irritada, um mal
estar indefinido, amplo, geral e irrestrito, um desespero que me acompanha
durante todo o dia.
Os
dias que estou assim procuro não sair, pois temo que aconteça algo na rua que
de alguma maneira me provoque!
Tem
outros dias, que estou bem, mas de repente, assim como as ondas de calor, me
sobe uma onda de irritação e quem estiver por perto toma. Não sei o que é pior,
se a onda de irritação que me faz dizer sandices, ou aquela sensação horrível
de culpa e descontentamento comigo mesma depois da explosão., que literalmente
me levam ao chão.
Tenho
gastado tempo, dinheiro e saúde com remédios que ou não ajudam em nada, ou
melhoram alguns sintomas, mas aparecem outros tão ou mais graves, como por ex.
a insônia, que piora e muito a irritação.
Os dias, as noites, são intermináveis, o que ajuda é que uma boa parte do tempo passo meio fora do ar, como se estivesse dopada. Muitas vezes acordo sem saber se é dia ou noite, e não sei se já comi, se é hora de jantar ou tomar café.
É preciso ter o caos dentro de si para gerar uma estrela dançante.
Friedrich Nietzsche