Translate

Translate

quarta-feira, 3 de março de 2021

PERSPECTIVA

 

1999- FELIZ NOVO ANO! 

O ano que termina foi marcado por muitas metas objetivadas, outras esperadas, e outras ainda, apenas sonhadas, mas todas, colocadas em prática, graças ao árduo, solitário e dificílimo trabalho no Zen. Metas, objetivos, planos que aos poucos fui traçando, e mais aos poucos ainda realizando. O ano, portanto, começou diferente, transcorreu diferente e diferente terminou.

Mudei de shopping minha loja, finalmente consegui pintar meu cabelo que já estava metade branco, legalmente me separei e devagarinho, bem aos pouquinhos, fui me livrando das culpas insanas que me acompanharam durante todos esses anos. Culpa pela morte dele, pela doença dela, pela separação, por absolutamente tudo, mas enfim, graças ao trabalho no zen, aprendi que só posso me responsabilizar por mim mesma, e é minha responsabilidade fazer o melhor possível, e faz parte desse melhor, devolver os pacotes aos devidos donos, que devem carregá-los da forma como acharem que devem.  

A vida se encaminha a partir das nossas escolhas. Os caminhos escolhidos nos levam a destinos que nem sempre são o que esperamos, mas são o que são e como não há volta possível, não há outro remédio a não ser encarar, e encarar com dignidade, pois dramatizar não atenua a tragédia, apenas o transforma num ator medíocre, alvo da pena alheia, o que só aumenta a tragédia.

Inevitável o sofrimento, a dor, o desespero diante da tragédia, mas a reinvenção é urgente e necessária, pois tem pessoas observando, e aprendendo com as atitudes tomadas.

Esse ano foi uma montanha íngreme, encarpada, e eu a subi com dignidade, no papel de autora não de espectadora.


Minha fórmula para a grandeza no homem é Amor Fati: não querer nada de diferente, nem para frente, nem para trás, por toda a eternidade. Não apenas suportar aquilo que é necessário, muito menos dissimulá-lo - todo o idealismo é falsidade diante daquilo que é necessário - mas sim amá-lo...

Nietzsche